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gostamos das conversas em torno do "nome"

A nossa A. é uma Alice.
A escolha do nome teve razões literárias e familiares. O pai queria um nome começado por A - tradição familiar de nomes da família paterna que começam todos por A. (Alexandre, Aurélio, Alegria…)

Agora com a incubação de mais uma menina a escolha do nome parece-nos mais difícil.
O pai diz que agora devia começar por L. como a mãe.
Às 24 semanas ainda não temos nome decidido.
De qualquer forma temos gostamos das conversas que vamos tendo em torno desta questão.


Ontem dizia a A. na sala:
- Mãe, a mana pode chamar-se Mia? 
("Mia" é o nome da nossa gata! imaginem...)

Pode ser Princesa Aurora? ou então, Luísa, Leonor ou Sofia? gostas? (gosto)

(e Amélia?)
Amélia… não! que é pobrezinha.

A culpa é desta música:

Lá estava a Amélia no corredor
Tão pequenina a tocar tambor.

Lá estava a Amélia na chaminé
Tão pequenina a tomar café.

Anda comigo Amélia vem,
- eu estou sozinha não tenho ninguém!

Lá estava a Amélia no buraquinho
Tão pequenina a fazer caldinho.

Lá estava a Amélia no arvoredo
Tão pequenina cheia de medo.

Lá estava a Amélia no campo só
Tão pequenina metia dó.

Lá estava a Amélia à beira do rio
Tão pequenina cheia de frio.

(para a A. ser pobrezinho quer dizer não ter família.
Em tempos até choramingaza com a música e perguntava muitas coisas sobre a pequena Amélia.)

Se ela conhecesse a Amélie Poulain de certeza que iria ter uma opinião diferente.

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