quinta-feira, 1 de setembro de 2016

(Não) gostamos quando o pai viaja

Até agora ainda não tínhamos passado por este desafio.
Costumam ser habituais pequenas viagens de trabalho para fora não mais do que uma semana.

Este ano, uma viagem de 20 dias num trabalho irrecusável, coincidiu exactamente com os nossos únicos dias de férias na praia em família e mais... coincide com a data do primeiro dia de aulas da escola da A.

Fomos ultrapassando o choque inicial, especialmente a mãe que escreve aqui... que só via frases de desespero a aparecer na cabeça
"Aiiiii como é que vou fazer praia sozinha com as duas?"
"Aiiii isto vai ser muito complicado organizar tudo sozinha"
Aiiii e de manhã? como vou fazer para não nos atrasarmos..."
"Aiiii isto vai ser impossível!"
"Aiiii eu não vou conseguir..."

Para ajudar à festa o carro avariou uns dias antes das férias - rezem para que não vos aconteça o mesmo - em mês de Agosto estão apenas garantidos serviços mínimos como nas greves e oficinas com disponibilidade são quase zero. Damos graças por termos "amigos que são como irmãos" que nos emprestam carro para as férias. Problema 1 resolvido.

Depois gostamos de acreditar que tudo acontece por uma razão.
Reclamamos muito de não nos conseguirmos organizar. Estes dias "vou ter que contrariar isto ou então não sobrevivo". A regra nº1: "não deixei para amanhã o que podes fazer hoje" (mesmo que esteja de rastos e o que me apeteça seja esticar-me no sofá a olhar para o tecto).

Falamos pelo WhatsApp em horários completamente diferentes, cá é noite lá é dia. Vemos no globo onde o pai está e desenhamos uma linha que cabe na mão e que nos faz sentir muito mais perto. Fazemos contagem decrescente dos dias sempre a reduzir. Dormimos agarradas e juntas para que a saudade não entre no coração.

O problema da viagem do pai não se prende com a logística familiar. 
O problema são os mimos. A ausência dos mimos.
A vontade de abrir o portão da garagem e saber que "o pai já chegou".
A vontade de estarmos quase a começar a jantar e ouviremos a porta a abrir-se.
A vontade de ouviremos a sua voz, dos aviões nos braços, da paciência para as histórias, do colo depois do banho.
A vontade de sentir o seu abraço.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sim, ainda amamento!


(Fala apenas a mãe). Gosto muito de amamentar. Cada filha de sua forma.
 
A A. quando nasceu, depois de um parto agitado apenas quis dormir.
Demorou a pegar na mama, tive uma enfermeira fantástica na MAC que durante a noite me ajudou e consegui a proeza de lhe dar de mamar. Revia todas as dicas que tinha lido sobre uma boa pega do bebé mas ansiedade de não "saber fazer" estava lá.

Depois passou... e veio a subida do leite, já em casa e doeu que se fartou! (- Ninguém nos avisa disto!) Não conseguia usar a bomba de leite e a única forma de alívio eram os duches de água quente. 

Depois passou... e, vieram as gretas e os mamilos doridos (gelo aliviava, na altura não sabia da maravilhosa lanolina). Muitas vezes chorava só da pensar que a aquela boquinha pequena ia voltar a tocar ali. 

Depois passou...e já não me lembrava qual tinha sido a última mama... e a A. demorava imenso tempo, adormecia a meio e ficava ali encaixada no colo, e eu adormecia com ela. 

Depois passou...e tudo se tornou pacífico e mágico, ela calma, satisfeita, a crescer bem. Só com o meu leite. Isto dá uma força interior enorme... além de ser super prático, nada de leite em pó e biberão para preparar. 

Depois acabou.
No dia em que fez 1 ano. Mamou e chorou pela primeira vez. Com fome. O meu leite deixou de ser suficiente. Foi o sinal que me fez parar de amamentar. Com 12 meses a transição para o leite normal foi feita de forma fácil e parece-me a melhor altura. 

Depois veio a saudade.
Saudade daquele momento único das duas, interligadas, para mim foi o 2º corte umbilical. Saudade dos sorrisos e dos olhares. De ter o colo cheio.


Com a O. foi completamente diferente.Nasceu e sozinha fez o caminho pela minha barriga até encontrar a mama. Completamente animal. Uma sensação de iluminação milagrosa - em que percebemos que fomos feitas para isto, que estamos em sintonia com a Natureza.

Chorava para mamar mais vezes e fazia ciclos muito pequenos, o que me deixava a pensar que era impossível estar satisfeita. 8 a 10 minutos no máximo e despachava-se! Desta vez já, com uma App onde registava os momentos de amamentação tudo era mais prático... Ser mãe pela segunda vez faz-nos fazer tudo de forma mais descontraída e fácil, sem tanto medo de errar, menos by the book - e isso é óptimo.

Aos 4 meses, começou a demonstrar que o leite já não era suficiente. É uma menina de alimento. (tudo comprovava o que dizia dela: que nunca seria uma Olívia Palito!) Nessa altura achei prematuro deixar de amamentar. Continuava a ser bom para ela e para mim. Começamos com as rotinas de dar de mamar e depois suplemento, comigo sempre a pensar - vai habituar-se ao biberão e pronto não vai querer a mama!, mas não. De tal forma que deixámos andar a coisa... até hoje.

Quando em perguntam "Então mas ainda amamentas?" Sinto um misto de crítica com espanto. Eu continuo a vê-la tão pequena, enquanto os outros já a vêem quase com 2 anos! Confirmo muitas vezes se realmente tenho leite... O peito reduziu drasticamente e também emagreci bastante à conta disto. Quando me perguntam "e quando vais parar?" não sei responder. Acho que não quero ser eu a decidir...Gostava que a escolha fosse dela, tal como escolheu o dia em que nasceu. Não sei se será... 

Hoje de manhã tive a prova que estou certa. O pai trouxe o biberão antes de ela ter terminado de mamar (eu pensei: então!? agora ela vai largar-me...) e foi lindo de ver, ela com o biberão numa mão e a boca na mama, a terminar o que tinha começado. Com os olhos voltados para mim. Mimo só mimo entre as duas. Maravilhoso.

Sim, ainda amamento!



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Primeiro ano



O-L-Í-V-I-A
Gostamos muito de a ver crescer, neste primeiro ano.
Feliz. 
Com sorrisos permanentes.

É muito alegre. 
Dá gargalhadas com tudo o que a mana A. faz.
Acorda bem disposta.
É simpática com todos.

É "água". 
Gosta muito de tomar banho. 

É comilona - quer experimentar tudo.  
É fã de gressinos
Mama de manhã e fica feliz com isso. 
Ainda acorda (quase sempre) uma vez a meio da noite para beber leite.

É mimocas. 
Gosta de toque, não estranha colos. 
Gosta de adormecer agarradinha a nós. 
A princípio fazia-nos festas no nariz e boca, agora dá pequenos beliscões no nosso braço (que ideia!!!!)

É faladora.
Diz Olá!, (para pão e pai), Ma (para a mãe), Na (para a mana). E muitas outras coisas ainda incompreensíveis.

É curiosa. 
Não pára um segundo, quer mexer em tudo, gavetas, tomadas, portas e por aí fora. 
Folheia livros, toca xilofone, destrói torres de legos.
Imita-nos a lavar os dentes, os dois únicos dentes.

É bailarina. 
Dança quando ouve o pai a mexer o chá. 
Dança com praticamente qualquer som ritmado.
Levanta a mão do avô para dançar.

É aventureira. 
Caí e levanta-se. Choraminga pouco. 
Gatinha a toda a velocidade e já fica de pé por uns segundos sem apoio. 
Desce do sofá.
(dizem que está prestes a dar o primeiro passo)

É um sol, docinho.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Gostamos tanto de amigos talentosos #02


Gostamos tanto de amigos talentosos e é um privilégio estarmos rodeados por eles.

Os VIVÓEUSÉBIO são um atelier de design de comunicação que arriscaram ser também uma editora por conta própria a HiHiHi. Quem os conhece sabe bem que o nome reflecte a sua boa disposição e sorriso rasgado na cara. 

Propõem uma colecção de livros para colorir com desenhos de ilustradores que gostamos muito: Maria Remédio, João Fazenda, Teresa Cortez e o colectivo Cãoceito. São livros para crianças que os crescidos também gostam (parece está comprovado que é uma boa terapia pintar livros;) 

Mas o que gostamos mais mais, é o “Caderno das Respostas”, que faz as mesmas perguntas à mesma criança, dos 3 aos 10 anos e que inclui algumas actividades lúdicas características de cada idade. 
Um livro para mais tarde recordar e… com certeza, rir.










Gostamos de boas iniciativas


Gostamos desta iniciativa da Pumpkin que propõe celebrar a felicidade em família e aquilo que de melhor se faz em Portugal lançando a iniciativa “Pumpkin Awards”.
A escolha dos melhores serviços em Portugal é livre e depende apenas do gosto de quem vota.

Parece-nos uma óptima oportunidade para reconhecer quem: 
1. partilha as suas histórias familiares (que muitas vezes são de "todos") em particular os que o fazem por gosto e amor ao acto de escrever, que tanto nos inspiram.
2. é original no que faz, quem não copia os outros, quem busca o diferente e a qualidade.
3. procura educar pela arte, ciência, desporto ou outra forma qualquer.
4. oferece ideias de forma gratuita e genuina para alegrar os dias familiares.
5. inventa serviços e soluções que resolvem facilmente problemas de tdoos os dias.

Ainda vão a tempo de fazer as vossas nomeações, em muitas categorias diferentes desde blogs a peças de teatro, ciclos de cinema e restaurantes é só escolherem os vossos preferidos…