quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e, especialmente, de celebrar a vida!

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e especialmente de celebrar a vida! Como explicar à pequena A. a história da Páscoa, de um Jesus que morreu e ressuscitou?

Na natal a história é mais simples e mais amigável. 
A A. conhece o "Jesus pequenino" e o "Jesus dos dói-dóis", sobre este último costuma fazer muitas perguntas especialmente porquê? e quem eram os "maus"? e onde ele está agora. Respondemos da forma possível.

Morrer e ressuscitar parece um fenómeno mágico que traz perguntas como:
"e então, a avó velhinha também vai voltar?" 
Explicamos que só morremos verdadeiramente quando ninguém no mundo se lembrar de nós. 
Ela pensa na ideia mas sai-lhe sempre um "eu não quero morrer". 
Também já nos perguntou se "no céu há livros?" e quando falamos de alguém que já morreu dizemos que é uma estrelinha e essa ideia por enquanto ainda apazigua. 
Dizemos que está longe e não a podemos ver, que estamos tristes porque temos saudades.

A forma mais fácil de explicar é olhar para a Natureza, perceber o seu ciclo natural da vida.
Não vemos a morte como um tema tabu, aliás tentamos não ver nada dessa forma. Se existe é para se falar. Não se deve esconder nem fugir quando as perguntas surgem, também não se deve falar antes que a curiosidade apareça. É importante responder apenas ao que nos é perguntado, não precisamos de dar grandes explicações apenas as necessárias de modo a respondermos à curiosidade manifestada.

Falar sobre a morte permite-nos perceber quais as dúvidas, preocupações, receios, ideias erradas que a A. pode ter. Não falar do que nos assusta ou preocupa, não é a melhor solução.

A história da Páscoa cristã trás estas inevitáveis perguntas com ela e especialmente a alegria de celebrar a alegria da vida, da primavera onde tudo renasce e de comer um montão de doces.

Boa Páscoa para todos!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

gostamos das conversas em torno do "nome"

A nossa A. é uma Alice.
A escolha do nome teve razões literárias e familiares. O pai queria um nome começado por A - tradição familiar de nomes da família paterna que começam todos por A. (Alexandre, Aurélio, Alegria…)

Agora com a incubação de mais uma menina a escolha do nome parece-nos mais difícil.
O pai diz que agora devia começar por L. como a mãe.
Às 24 semanas ainda não temos nome decidido.
De qualquer forma temos gostamos das conversas que vamos tendo em torno desta questão.


Ontem dizia a A. na sala:
- Mãe, a mana pode chamar-se Mia? 
("Mia" é o nome da nossa gata! imaginem...)

Pode ser Princesa Aurora? ou então, Luísa, Leonor ou Sofia? gostas? (gosto)

(e Amélia?)
Amélia… não! que é pobrezinha.

A culpa é desta música:

Lá estava a Amélia no corredor
Tão pequenina a tocar tambor.

Lá estava a Amélia na chaminé
Tão pequenina a tomar café.

Anda comigo Amélia vem,
- eu estou sozinha não tenho ninguém!

Lá estava a Amélia no buraquinho
Tão pequenina a fazer caldinho.

Lá estava a Amélia no arvoredo
Tão pequenina cheia de medo.

Lá estava a Amélia no campo só
Tão pequenina metia dó.

Lá estava a Amélia à beira do rio
Tão pequenina cheia de frio.

(para a A. ser pobrezinho quer dizer não ter família.
Em tempos até choramingaza com a música e perguntava muitas coisas sobre a pequena Amélia.)

Se ela conhecesse a Amélie Poulain de certeza que iria ter uma opinião diferente.