terça-feira, 16 de setembro de 2014

"A mana já nasceu"


Gostávamos de já ter escrito há mais tempo. Actualizamos o facebook e deixámos as palavras mais longas para mais tarde. Hoje.

Sempre que lhe perguntam pela pequena O., a A. continua a dizer: "A mana JÁ NASCEU". 
Mesmo depois de um mês passado, esse foi de facto o acontecimento mais importante. 
Todas as outras perguntas como "ela porta-se bem?" ou "é calminha?" são completamente insignificantes. 

NASCEU. PONTO.
Dia 4 de Agosto às 8h16m.
Às 41 semanas e 2 dias, porque ela assim quis. 

Foi uma espera ansiosa, no segundo filho temos sempre como referência o primeiro. Ora a A. tinha nascido às 39 semanas e dizem as más línguas que os segundos são mais despachados, pois não são!
Aquele dia era a data limite. Estava marcada a indução, caso não nascesse. 
Ficámos muito felizes quando de madrugada começaram as contrações. 
Foi tudo bastante rápido. Da chegada à Maternidade ao nascimento foram apenas duas horas. 
Levou mais a darem a epidural do que o tempo de nascer.

Dizemos que chegou a rir, ou pelo menos no meio de risos. 
Nossos e das duas enfermeiras que nos acompanharam. 
Tudo perfeito. 
Nasceu de braços abertos para nós, para o mundo. 
Uma luz radiante que nos iluminou.

Neste primeiro mês, já cresceu muito. 
Os olhos seguem-nos. A cabeça levanta quando o pai abre a porta. Os sorrisos rasgam-se no rosto. 
A A. ajuda e não gosta de a ver chorar. 
As rotinas começam a compor-se.

Gostamos deste amor calmo, apaziguante e imenso. 
Do nosso amor por elas e do amor entre elas. 




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Gostamos de nomes assim!

Olívia.
O nome surgiu num acordar matinal. 
Foi sonhado e não pensado. 
Só por isso, encheu-se de graça e aos poucos encheu-nos também o coração.

Há quem se lembre logo da Olívia Palito magricela ou da mais recente porquinha Olívia que adora vermelho. Ou ainda, da Olivia Newton-Jonh do Grease.
Outros lembram-se de tias ou primas antigas.
Uns gostam muito, outros não gostam nada. 

Achamos que é um nome delicado, redondo e doce. 
Combina bem com Alice.
Quando dito pela A. fica ainda mais bonito.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Gostamos de todas as cores do mundo!

decohappy.com


Infelizmente ainda temos que assistir a histórias deste tipo:

"Na sala de espera do Centro de Saúde dois bebés com cerca de ano e meio brincavam, ainda com passos incertos. 
Uma menina e um menino. 
Ela decidida e meiguinha queria dar-lhe abraços e brincar com ele. 
Ele, por sua vez, fugia dela enquanto empurrava a cadeira amarela para bem longe. 
Os sorrisos apareciam no rosto de quem assistia à persistência dela e à fuga dele. 
Até que se ouve o seguinte comentário: 
- Oh coitadinho! Deve estar assustado porque a menina é preta! Os miúdos percebem logo..."

Primeiro pensamento: "- Não devo ter ouvido bem.." 
e depois, "-Vou já responder a isto com: quem me assusta é a senhora que abre a boca para dizer tamanho disparate, e os miúdos percebem logo o quê? o que é que há para perceber? Grrrr!"
Uma barriga de 28 semanas faz-nos contar até 100 e respirar várias vezes para nem sequer olhar para trás. 

O que um bebé de 18 meses percebe é que estava ali outro bebé que o queria agarrar e provavelmente ficar com cadeira amarela que ele com tanta vontade empurrava. 
Acabaram a brincar juntos e nada assustados!

Há vários estudos sobre este tema, um deles divulgado pela Universidade de Washington que concluiu que a atracção por similares é um instinto natural. 
Em testes com bebés de 15 meses constataram que estes são capazes de diferenciar etnias e tendem a unir-se com semelhantes. O estudo também mostrou que, independente da cor, os bebés são mais propensos a escolher companheiros justos mas, como é natural, os bebés usam distinções básicas e imediatas, incluindo a etnia e o género para começar a separar o mundo em grupos, nos quais eles são ou não integrantes. 

Gostamos muito de todas as cores do mundo!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e, especialmente, de celebrar a vida!

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e especialmente de celebrar a vida! Como explicar à pequena A. a história da Páscoa, de um Jesus que morreu e ressuscitou?

Na natal a história é mais simples e mais amigável. 
A A. conhece o "Jesus pequenino" e o "Jesus dos dói-dóis", sobre este último costuma fazer muitas perguntas especialmente porquê? e quem eram os "maus"? e onde ele está agora. Respondemos da forma possível.

Morrer e ressuscitar parece um fenómeno mágico que traz perguntas como:
"e então, a avó velhinha também vai voltar?" 
Explicamos que só morremos verdadeiramente quando ninguém no mundo se lembrar de nós. 
Ela pensa na ideia mas sai-lhe sempre um "eu não quero morrer". 
Também já nos perguntou se "no céu há livros?" e quando falamos de alguém que já morreu dizemos que é uma estrelinha e essa ideia por enquanto ainda apazigua. 
Dizemos que está longe e não a podemos ver, que estamos tristes porque temos saudades.

A forma mais fácil de explicar é olhar para a Natureza, perceber o seu ciclo natural da vida.
Não vemos a morte como um tema tabu, aliás tentamos não ver nada dessa forma. Se existe é para se falar. Não se deve esconder nem fugir quando as perguntas surgem, também não se deve falar antes que a curiosidade apareça. É importante responder apenas ao que nos é perguntado, não precisamos de dar grandes explicações apenas as necessárias de modo a respondermos à curiosidade manifestada.

Falar sobre a morte permite-nos perceber quais as dúvidas, preocupações, receios, ideias erradas que a A. pode ter. Não falar do que nos assusta ou preocupa, não é a melhor solução.

A história da Páscoa cristã trás estas inevitáveis perguntas com ela e especialmente a alegria de celebrar a alegria da vida, da primavera onde tudo renasce e de comer um montão de doces.

Boa Páscoa para todos!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

gostamos das conversas em torno do "nome"

A nossa A. é uma Alice.
A escolha do nome teve razões literárias e familiares. O pai queria um nome começado por A - tradição familiar de nomes da família paterna que começam todos por A. (Alexandre, Aurélio, Alegria…)

Agora com a incubação de mais uma menina a escolha do nome parece-nos mais difícil.
O pai diz que agora devia começar por L. como a mãe.
Às 24 semanas ainda não temos nome decidido.
De qualquer forma temos gostamos das conversas que vamos tendo em torno desta questão.


Ontem dizia a A. na sala:
- Mãe, a mana pode chamar-se Mia? 
("Mia" é o nome da nossa gata! imaginem...)

Pode ser Princesa Aurora? ou então, Luísa, Leonor ou Sofia? gostas? (gosto)

(e Amélia?)
Amélia… não! que é pobrezinha.

A culpa é desta música:

Lá estava a Amélia no corredor
Tão pequenina a tocar tambor.

Lá estava a Amélia na chaminé
Tão pequenina a tomar café.

Anda comigo Amélia vem,
- eu estou sozinha não tenho ninguém!

Lá estava a Amélia no buraquinho
Tão pequenina a fazer caldinho.

Lá estava a Amélia no arvoredo
Tão pequenina cheia de medo.

Lá estava a Amélia no campo só
Tão pequenina metia dó.

Lá estava a Amélia à beira do rio
Tão pequenina cheia de frio.

(para a A. ser pobrezinho quer dizer não ter família.
Em tempos até choramingaza com a música e perguntava muitas coisas sobre a pequena Amélia.)

Se ela conhecesse a Amélie Poulain de certeza que iria ter uma opinião diferente.