quinta-feira, 8 de maio de 2014

Gostamos de todas as cores do mundo!

decohappy.com


Infelizmente ainda temos que assistir a histórias deste tipo:

"Na sala de espera do Centro de Saúde dois bebés com cerca de ano e meio brincavam, ainda com passos incertos. 
Uma menina e um menino. 
Ela decidida e meiguinha queria dar-lhe abraços e brincar com ele. 
Ele, por sua vez, fugia dela enquanto empurrava a cadeira amarela para bem longe. 
Os sorrisos apareciam no rosto de quem assistia à persistência dela e à fuga dele. 
Até que se ouve o seguinte comentário: 
- Oh coitadinho! Deve estar assustado porque a menina é preta! Os miúdos percebem logo..."

Primeiro pensamento: "- Não devo ter ouvido bem.." 
e depois, "-Vou já responder a isto com: quem me assusta é a senhora que abre a boca para dizer tamanho disparate, e os miúdos percebem logo o quê? o que é que há para perceber? Grrrr!"
Uma barriga de 28 semanas faz-nos contar até 100 e respirar várias vezes para nem sequer olhar para trás. 

O que um bebé de 18 meses percebe é que estava ali outro bebé que o queria agarrar e provavelmente ficar com cadeira amarela que ele com tanta vontade empurrava. 
Acabaram a brincar juntos e nada assustados!

Há vários estudos sobre este tema, um deles divulgado pela Universidade de Washington que concluiu que a atracção por similares é um instinto natural. 
Em testes com bebés de 15 meses constataram que estes são capazes de diferenciar etnias e tendem a unir-se com semelhantes. O estudo também mostrou que, independente da cor, os bebés são mais propensos a escolher companheiros justos mas, como é natural, os bebés usam distinções básicas e imediatas, incluindo a etnia e o género para começar a separar o mundo em grupos, nos quais eles são ou não integrantes. 

Gostamos muito de todas as cores do mundo!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e, especialmente, de celebrar a vida!

Gostamos de amêndoas torradas, ovinhos e coelhos… e especialmente de celebrar a vida! Como explicar à pequena A. a história da Páscoa, de um Jesus que morreu e ressuscitou?

Na natal a história é mais simples e mais amigável. 
A A. conhece o "Jesus pequenino" e o "Jesus dos dói-dóis", sobre este último costuma fazer muitas perguntas especialmente porquê? e quem eram os "maus"? e onde ele está agora. Respondemos da forma possível.

Morrer e ressuscitar parece um fenómeno mágico que traz perguntas como:
"e então, a avó velhinha também vai voltar?" 
Explicamos que só morremos verdadeiramente quando ninguém no mundo se lembrar de nós. 
Ela pensa na ideia mas sai-lhe sempre um "eu não quero morrer". 
Também já nos perguntou se "no céu há livros?" e quando falamos de alguém que já morreu dizemos que é uma estrelinha e essa ideia por enquanto ainda apazigua. 
Dizemos que está longe e não a podemos ver, que estamos tristes porque temos saudades.

A forma mais fácil de explicar é olhar para a Natureza, perceber o seu ciclo natural da vida.
Não vemos a morte como um tema tabu, aliás tentamos não ver nada dessa forma. Se existe é para se falar. Não se deve esconder nem fugir quando as perguntas surgem, também não se deve falar antes que a curiosidade apareça. É importante responder apenas ao que nos é perguntado, não precisamos de dar grandes explicações apenas as necessárias de modo a respondermos à curiosidade manifestada.

Falar sobre a morte permite-nos perceber quais as dúvidas, preocupações, receios, ideias erradas que a A. pode ter. Não falar do que nos assusta ou preocupa, não é a melhor solução.

A história da Páscoa cristã trás estas inevitáveis perguntas com ela e especialmente a alegria de celebrar a alegria da vida, da primavera onde tudo renasce e de comer um montão de doces.

Boa Páscoa para todos!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

gostamos das conversas em torno do "nome"

A nossa A. é uma Alice.
A escolha do nome teve razões literárias e familiares. O pai queria um nome começado por A - tradição familiar de nomes da família paterna que começam todos por A. (Alexandre, Aurélio, Alegria…)

Agora com a incubação de mais uma menina a escolha do nome parece-nos mais difícil.
O pai diz que agora devia começar por L. como a mãe.
Às 24 semanas ainda não temos nome decidido.
De qualquer forma temos gostamos das conversas que vamos tendo em torno desta questão.


Ontem dizia a A. na sala:
- Mãe, a mana pode chamar-se Mia? 
("Mia" é o nome da nossa gata! imaginem...)

Pode ser Princesa Aurora? ou então, Luísa, Leonor ou Sofia? gostas? (gosto)

(e Amélia?)
Amélia… não! que é pobrezinha.

A culpa é desta música:

Lá estava a Amélia no corredor
Tão pequenina a tocar tambor.

Lá estava a Amélia na chaminé
Tão pequenina a tomar café.

Anda comigo Amélia vem,
- eu estou sozinha não tenho ninguém!

Lá estava a Amélia no buraquinho
Tão pequenina a fazer caldinho.

Lá estava a Amélia no arvoredo
Tão pequenina cheia de medo.

Lá estava a Amélia no campo só
Tão pequenina metia dó.

Lá estava a Amélia à beira do rio
Tão pequenina cheia de frio.

(para a A. ser pobrezinho quer dizer não ter família.
Em tempos até choramingaza com a música e perguntava muitas coisas sobre a pequena Amélia.)

Se ela conhecesse a Amélie Poulain de certeza que iria ter uma opinião diferente.

segunda-feira, 24 de março de 2014

e, pronto... mais uma lady is coming!


"- É mesmo uma mana? A sério?" pergunta a A. depois de lhe darmos a notícia confirmada que o bébé é mesmo uma menina. Uma confirmação que para a A. era praticamente uma certeza pois sempre que alguém perguntava dizia logo que era uma mana e avançava logo com nomes à mistura.

Para nós, pai e mãe sempre foi indiferente a questão do sexo, que seja saudável é mesmo o mais importante. A mãe achava que talvez fosse rapaz porque a gravidez tem sido uma calmaria (bem diferente da primeira).
Dizíamos: - Se for menina partilham quarto, se não for... partilham na mesma! 
Temos sempre medo das comparações do segundo filho com o primeiro e sendo do mesmo sexo as aproximações são ainda maiores. Serão duas princesas no reino do amor. Duas meninas do papá. Uma Inverno, outra Verão.

Nome ainda não tem.
Ainda estamos em negociações familiares!







terça-feira, 11 de março de 2014

GRANDES NOTÍCIAS merecem ser partilhadas!

Chegámos à semana 20. 
Por enquanto ainda aguardamos a próxima ecografia para confirmar o género.
Está previsto nascer em Julho, um caranguejo ou um leão, ambos signos do pai e da mãe. 
A mana mais velha insiste que é uma irmã, já tem vários nomes pensados e quer saber tudo. Faz perguntas engraçadas sobre o que o bebé faz na barriga, como come, como dorme, se chora e ri. 
Com os primeiros movimentos estamos cada vez mais juntos e próximos. Sentimos o crescimento, desta vez, mais rápido da barriga da mãe e sem qualquer tipo de enjoo ou problema (bem diferente da gravidez da A.)
As grandes notícias merecem ser partilhadas.
Esta tem sido uma das razões da redução de novidades e posts por aqui, a outra deve-se a alterações no trabalho que nos deixou menos tempo dedicados a este espaço que gostamos de partilhar.

Continuem a acompanhar-nos porque gostamos muito de todos.

Fotografia tirada pelo pai, no primeiro dia de Sol, na Foz do Lizandro. 8 Março 2014