sexta-feira, 17 de agosto de 2012

objectos herdados (1)



No cesto dos brinquedos lá de casa encontramos umas relíquias que têm passado de geração em geração. Agora estão nas pequenas mãos da A.
Tem sido com muito gosto que temos tentado descobrir a história que está por trás de cada um deles.
Entre telemóveis e skype, as chamadas imaginárias da A. passaram a ser feitas num telefone de outros tempos, onde ouviamos o rodar dos números.
Descobrimos para supresa nossa que o telefone é da marca PEPE e é bem português!

A história da PEPE inicia-se em 1928 quando José Augusto Júnior começa por fabricar brinquedos em folha e madeira. Em 1930 cria uma nova fábrica cabendo-lhe o mérito de ter sido o primeiro a fabricar um brinquedo com corda de fita em Portugal.
Descendendo directamente da antiga oficina de José Augusto Júnior, a Industrial de Quinquilharias de Ermesinde, afirmou-se desde a sua fundação em 1946 e até pouco depois do 25 de Abril de 1974, como a maior produtora industrial de brinquedos em Portugal. Só para terem uma ideia na década de 50 cerca de 80 artífices já fabricavam em serie mais de uma centena de brinquedos.
Em 1955, já sob a marca JATO, inicia-se o fabrico de brinquedos em plástico e folha em novas instalações. Nos anos 70, já sob a direcção dos filhos de José Augusto Júnior, a marca passa a denominar-se PEPE (Penela e Penela). Em 1977 a PEPE passa a dedicar-se exclusivamente ao plástico.
As actuais normas de segurança impediram que estes brinquedos continuassem a ser comercializados, tendo a sua produção sido descontinuada.
Numa espécie de regresso ao passado ainda hoje são produzidos alguns dos embremáticos brinquedos da marca destinados a coleccionadores e lojas que cultivam o espírito da cultura portuguesa.

São especialmente conhecidos os carros, as cornetas de plástico, os tambores e martelinhos de São João.
Têm alguma destes objectos em vossa casa?




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mãos na massa!

Por aqui gostamos muito de pão. Então, pão caseiro nem se fala.
Desde miúda que me lembro de comer pão amassado com braços de força, levedado entre cobertores e cozido no forno de lenha. Uma trabalheira para os dias de hoje, mas o pão fica com sabor do tempo e do amor dedicado.
Felizmente a A. pode ainda hoje sentir este sabor e também ela meter as mãos na massa.

Fotografias tiradas no Espaço Canelinhas no aniversário da M.R.